Total de visualizações de página

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Frederico Jaime Nasser

19.10.2010
Frederico Jaime Nasser (1946-2020)

FREDERICO NASSER, artista plástico, professor, editor
Saudades do velho amigo Frederico. Por onde anda, que não dá notícias?
Lembram deste post de 10 de Maio de 2010? ( https://cimitan.blogspot.com/…/frederico-nasser-artista-pla… )
Pois é, ele não apareceu. Detesta blogs, e publicidade. Além de ser reservado faz dessa característica uma das suas "marcas registradas"! Vai para a biografia! Detestará este post, se é que vai tomar conhecimento, um dia! Mas a saudade que eu sentia do velho amigo era real e fui atrás! Descobri, na companhia telefônica, um número que caia direto numa caixa postal. Deixei recado. Nunca tive retorno. Tentei mais algumas vezes, e nada! Resolvi bater no endereço do tal telefone! O porteiro, pelo interfone, já foi me despistando, dizendo que não o havia visto neste fim de semana! " Mas esta viajando?" perguntei, e as respostas eram sempre evasivas e pouco esclarecedoras! Depois de alguma insistência ligou para o apartamento, e me pediu para aguardar um pouco. Bom sinal, o Frederico estava vivo e morava nesse endereço. Eram 11:10 e não se aparece na casa de ninguém sem ser convidado ou com um prévio aviso. Mas eu havia tentado.... Logo depois recebi ordem para subir. Não nos víamos a muitos anos. Ele continua com memória de elefante. Mais gordo, mas com ótimo aspecto. Me recebeu de roupão de banho, barba de três dias, e meio estranho com aquela visita inesperada e provavelmente imprópria! Foi logo dizendo que deveríamos ser breves porque tinha um almoço logo mais! Eu me desculpei pela forma da visita e contei do recado na caixa postal, que ele disse nunca ter recebido. Passado os primeiros dez minutos, a conversa foi se desenrolando, e quando demos pela hora havíamos falado uma hora e meia, e ele perdido o apontamento do almoço. A Paulinha também me cobrou pelo celular, e tivemos que adiar muitas histórias, que temos em comum, para serem relembradas, e outras tantas, que quero saber e contar de nossas vidas! Foi muito bom reencontrar o velho amigo Frederico. Ele é mais reservado e tímido do que eu, mas vou tomar essas iniciativas, e procurar deliberadamente velhos amigos, queiram eles, ou não, me reencontrar! A mim me dão muito prazer, e se a eles a recíproca não é verdadeira, paciência! Mas não me pareceu que tenha sido o caso com o Frederico! O abraço que me deu na despedida foi muito melhor e carinhoso que o frio comprimento da chegada! Nada que uma hora e meia de papo não resolva!!!! E como conheço a "fera", mesmo estando com minha maquininha fotográfica no bolso, não ousei tentar uma imagem! Ganhei um livro de sua editora, e não foi fácil conseguir uma dedicatória. Mas ainda me disse com todas as letras: "NADA NO BLOG, HEM" !!!! E eu dei minha palavra! Por isso, vamos ficando por aqui!
Hoje recebi a notícia de sua morte.
Fui ver no meu blog 1blog a + onde escrevo sobre os amigos em vida, e o Frederico Jaime Nasser não estava lá.
Foi uma grande figura. Sentirei a mesma saudade que sentia há dez anos, ultima vez que estivemos juntos.

domingo, 16 de fevereiro de 2020

Flora Figueiredo

Flor  a poeta

Quando se ouve falar bem de uma pessoa, e é uma unanimidade, não há porque duvidar. Em geral as pessoas gostam é de falar mal. Criticar, caçoar, por um cem número de razões. Entre elas a inveja. O despeito. Mas são poucas as pessoas que colhem a tal unanimidade do bem. Nem jogadores de futebol, nem artistas, cantores, cineastas, até os Papas conseguem. Tem ferrenhos adversários, inimigos, detratores. Por melhor que sejam encontram críticos. Há profissões onde falar bem da pessoa é que é raro. Políticos por exemplo. Em setembro de 2019 fui colher um autógrafo na Livraria da Vila, da Lorena, em São Paulo. Cheguei pouco depois do horário de início, e a fila já era grande. E só fez aumentar. Não foram suficientes as quatro horas previstas para a poetisa paulista Flora Figueiredo atender com um sorriso, uma palavra amável, e escrever três palavras aos leitores de seu novo livro. Não é comum um lançamento literário ser tão concorrido. A Flora é só uma baita poeta. Não faz televisão, não escreve nos jornais e revistas, não tem nada além de sua simpatia, postura moral, amizades, e uma veia artística incomparável para atrair e cultivar tantos admiradores. Entre eles, nessa multidão de fãs estava eu conhecendo pessoalmente esse mito da poesia paulista e brasileira. Nada mais apropriado do que seu nome: Flora, e qualquer outro adjetivo: florinda, florbela, florada, florecer, Flor a poeta.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Luli Misasi

  Luli, minha Vítima da Quinta em 2011 e foto da internet
A ultima vez que estivemos juntos no Encontro Dantesco. Luli ´o segundo à esquerda na segunda coluna, de óculos. O autor deste blog deitado no primeiro plano, de óculos e bigode. 2011

Escrever a história do Luli Misasi em poucas linhas, é absolutamente impossível. O resumo do resumo demandaria um espaço que não disponho neste blog. Aqui escrevo sobre amigos e conhecidos que gostaria de homenagear em vida. A maioria é nessas circunstâncias. Alguns me traem e morrem antes. É o caso do Affonso Aquino, enterrado ontem. Mas o Luli era meu contemporâneo no Dante. Irmão da Linda, nossa colega de colégio. Depois encontro o Luli no Bandeiras, estudando a noite. Éramos colegas do Alfredo Sestini Filho. O Luli já namorava a Veridiana Prado, com quem veio a casar e ter dois filhos, uma menina, hoje a melhor amiga da minha filha Sandra. O destino nos levou a ser quase parentes. Casei com a irmã do Alfredo, Ana Elisa Sestini, que se considerava prima dos irmãos Vera, Linda e do Luli. A mãe deles Marina Misasi, intima da minha sogra Sylvia Kowarick, foi muito amiga e querida por mim. O Luli um empresário com grande credibilidade no mercado de capitais, desenvolveu outros negócios imobiliários com muito sucesso financeiro. Um homem de alegria contagiante. Dono de um barco, nos convidou várias vezes para passeios inesquecíveis pelo litoral brasileiro. Voltou a se casar com uma princesa italiana, Giada Ruspoli, com quem teve filhos. Giada se tornou minha amiga. A perda de um filho é a coisa mais triste que pode acontecer para um pai. É a inversão da lei natural das coisas. Luizinho, seu filho mais velho sofreu um acidente de transito e faleceu. Esse período da vida não foi fácil. Mas a vida continuou, e o Luli voltou a ser o que sempre foi, muito alegre, brincalhão e colecionador de amigos e gente que o admirava. Adoeceu e uma cirurgia que poderia ter sido banal acabou tornando-se um drama. Foi submetido a mais uma dúzia ou duas, para corrigir a primeira. Meses na UTI, outros tantos no hospital, ou em casa sendo alimentado por tubos, nunca perdeu a alegria, sua marca registrada, e vontade de viver. Continuou fazendo empreendimentos com o mesmo entusiasmo do jovem que conhecemos. Um empreendedor. Um otimista. Hoje ainda tive notícias suas. Passou o Natal e réveillon no hospital. Seu estado não é nada bom. Mas ninguém poderá dizer que alguém quis viver mais do que ele. 09/01/2020

PS Faleceu no dia seguinte e foi enterrado no dia 11/01/2020.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Adeus Affonso

A volta dos feriados de fim de ano são como todas as voltas. Voltas de viagem. Voltas de férias. Volta às rotinas diárias. Escrever para mim é uma rotina prazerosa. Mesmo estando de férias ou viajando costumo escrever. Mas voltando dos feriados e escrever sobre a morte de um amigo não é tarefa fácil. Um amigo de pouca intimidade. Fui uma vez a um jantar na sua casa, e ele num réveillon  na minha. E não somos cariocas, e não moramos no Rio. Conheci o Affonso de Aquino na casa do Wesley Duck Lee, esse sim, com quem privava de uma amizade mais íntima. Os dois eram muito parecidos fisicamente. Os dois eram muito vaidosos. Os dois usavam bigodes nos moldes antigos. Os dois eram dândis perfeitos. Depois tínhamos muitos amigos em comum, e na casa deles nos encontrávamos. Mais na frente eu trabalhava numa usina de açucar em Ribeirão Preto e ele fornecia equipamentos para os laboratórios das usinas. Tivemos muitos contatos comerciais. E por fim casou-se com a Carola cuja família é muito ligada à minha. Os encontros continuaram esporádicos e sociais. O Affonso  sempre manteve a fala mansa, gestos educados, comedidos, inteligência e cultura invejáveis. Hoje (08/01/2020) sua cunhada,  minha amiga Bebel Alves Lima, nos convidou para seu enterro. Adeus Affonso, foi muito bom tê-lo conhecido.

terça-feira, 30 de julho de 2019

Dina, Luiz Antonio Barroso de Barros

Eduardo Penteado Lunardelli Que notícia triste. Só agora estou sabendo da morte e da missa. Cheguei ontem dia 29 de Santa Catarina, e teria ido a missa com certeza. Ao Paulo e à Ana Helena meus sentimentos. Tenho escrito e trocado mensagens com o Dina, de quem fiquei mais de 50 anos sem ver, e de três anos para cá, nos reencontramos, e demos muitas risadas, como sempre. Minha mais calorosa homenagem ao amigo dos velhos tempos.
A imagem pode conter: desenho

quarta-feira, 3 de julho de 2019

WALDO DOMINGOS CLARO


Uma notícia que dou com muito pesar: morreu hoje em Jahu, onde estava internado há duas semanas, o jornalista internacional do Estado De São Paulo, Gazeta Mercantil, e Notícias Populares que ajudou a fundar. Com uma vida totalmente dedicada ao jornalismo, o Brasil perde um dos seus mais brilhantes representantes. E eu, um grande e velho amigo da juventude. Sobre ele escrevi aqui  em 06/08/2011, e aqui em 30/03/2018. Ele sabia perfeitamente o que eu pensava dele.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Fernando Stickel


Entre os dias 12 e 13 deste mês, em 24 horas, meu blog 1.blog.a+ teve 100 visualizações. Isso porque postei minha crônica diária no Facebook falando dele. Explicando que criei esse blog para escrever sobre meus amigos, e dizer em vida, o que penso deles. Em geral as pessoas só se manifestam depois da morte do amigo. Aí é tarde. E o amigo "só tem qualidades e fará muita falta". A reação positiva dos meus leitores ficou clara. Dezena de comentários elogiando a iniciativa. 100 visitas ao blog, de gente que nunca tinha aparecido por lá. Como tenho perto de sessenta blogs, poderia ficar dois meses falando, todo dia, de um blog novo. Não vou massacrar meus leitores com auto promoção, mesmo porque um dia, há muito tempo, o blogueiro insuspeito, Fernando Diederichsen Stickel, me disse que apesar da quantidade de blogs que eu tinha, eram todos iguais. O Fernando é uma pérola de franqueza. Ele ainda não esta no 1.blog.a+

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Fernando Ulhoa Levy

Publiquei hoje no Facebook uma crônica falando deste blog, que na verdade precisava ser mais e melhor divulgado, para que as justas homenagens aqui prestadas cumpram sua verdadeira função. 
Um dos primeiros leitores a CURTIR (mas não comentou) foi meu amigo de muitos anos e muitas jornadas Fernando Ulhoa Levy, o Gordo para os íntimos. Acorda cedo, pois a curtida foi antes das seis da manhã. Falar dos velhos tempos quando eu era secretário do Deputado Federal Herbert Levy, então presidente da UDN, e foi quando conheci o Fernando, seria um texto muito longo e certamente minha memória faria injustiça com fatos e gente daquele tempo. Hoje ainda tenho o amigo Waldo Domingos Claro, que me indicou ao Dr. Herbert para ocupar seu cargo, quando foi candidato a Deputado Estadual, e tem memória de elefante, para confirmar nossas estripulias políticas e revolucionárias. O Fernando é parte integrante dessa alta cúpula conspiratória de 64. Seu irmão Dadiche, e seus primos Lisfer, e Lisca com quem eu tinha mais contato, além de sua prima Kitinha, foram guerreiros nessas batalhas. Participamos da fundação de um jornal: "Notícias Populares" para combater a "Ultima Hora", e tantas outras atividades ligadas à Revolução, onde nosso líder Carlos Lacerda era o centro e comandante. Mas aqui, hoje, vou ficar só na pessoa de fala mansa, grande no físico, e um típico cavaleiro do CPOR. Católico praticante. Hoje com aparelho novo, escutando e vendo melhor do que nunca, sempre antenado e participante, foi um forte cabo eleitoral e avalista do General Mourão e do candidato a presidente Jair Messias Bolsonaro. Em 2018 não havia outra opção. Foi graças ao convencimento do velho amigo Fernando que aderi a essa campanha decisiva contra o PT, e tudo que ele e seus aliados representaram para o país. Corrupção, aparelhamento do Estado, desemprego, recessão, incompetência administrativa, e volta aos anos de 64, com o perigo de uma socialização, tipo Venezuela, eminente. Se continuar a falar do Fernando, a história recente do país terá que ser contada, e não é aqui o fórum apropriado. Fernando Ulhoa Levy, economista e empresário inovador,  democrata lúcido, cidadão de bem, e de uma coerência a toda prova. Meu líder. 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Maria Cecilia Machado




Como pude deixar de fazer minhas homenagens à querida amiga Maria Cecilia? Este blog se propõe a fazer aquilo que os nomes de rua e praças fazem depois que as pessoas morrem. Quero que saibam o que penso delas, em vida. Não foi o caso da Maria Cecilia. Acho que sempre acreditei que ela fosse eterna. Sua alegria pela vida, sua generosidade com as pessoas, seu sotaque carioca, sua cabeça de paulista, seu desprendimento e beleza eram notórios e contagiantes. Tivemos alguns anos de vida muito juntos, viajamos e demos boas risadas. O que é melhor nesta vida do que isso? Como prova de amor e desprendimento costumo contar que recebi dela como presente uma outra Maria que foi minha cozinheira durante anos. Só saiu de casa para casar. Muito tempo depois encontro as duas, novamente juntas, numa visita que fiz à Maria Cecilia que havia sido operada. Muito antes da dramática doença que a matou. Nesse dia, no hospital, as duas riam ao me verem. Lembravam do tempo que a Maria era minha cozinheira, mas quem de fato comandava a cozinha era sua antiga patroa. A Maria propriamente nunca soube cozinhar. E eu só soube disso naquela visita no hospital. Maria Cecília era assim, divertidíssima. Empresária competente, otimista no mais negro dos cenários econômicos por que passamos. Batalhadora e de mil histórias impagáveis. Desde a do seu casamento com um grego filho de um grande armador, e sua separação com a roupa do corpo. Ou as inúmeras histórias de ex-maridos que não deixavam de procura-la quando vinham a São Paulo. Um deles, carioca, estava sendo importuno e ela aconselhou-se com uma amiga experiente. O que faço para ele para de se hospedar no meu apartamento? A amiga disse: "Peça a ele um Rolex de ouro, já que nunca te deu um presente". Ela fez isso, e ele nunca mais apareceu. Dois dias depois da morte, só hoje 07 de Dezembro de 2018 soube da notícia. Entrei no Google atrás  de uma imagem da amiga. Minha surpresa: encontrei só três fotos. Uma dela com as lindas bolsas de palha. Um retrato em papel feito por mim, e uma caricatura que fiz dela. É tudo que guardo com muito carinho da minha saudosíssima amiga. Lamento não ter escrito tudo isso antes. Mas suponho que sempre achei que ela era eterna. E sua memória é.

PS- Retificando a primeira informação. Tinha sim escrito um texto sobre minha querida amiga no dia 26 de agosto de 2016. Esta postado aqui no 1.Blog.a+ e na verdade repito neste texto o que escrevi naquele dois anos atrás. Teria sido uma falha grave que não o tivesse escrito. Isso me lava a alma.

domingo, 16 de setembro de 2018

Boi

Feliz aniversário Zé Boi querido! Parabéns pelos teus 74 anos... um beijo! Mesmo que você não possa me ouvir e já não saiba quem eu sou. Leila. (16/09/2018)
 José Carlos Cezar Ferreira-Boi
Linda homenagem que sua ex mulher e minha querida amiga Leila Ferraz presta no dia do seus 74 anos. O Boi sempre foi um amigo suave. Muito inteligente e sensível. Tive e tenho algumas obras suas. A comunicação nos últimos anos anda difícil. Ele optou por ouvir menos. Obrigado Leila por palavras tão lindas nesta data.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Myra Landau

Myra Landau tem obra exposta em São Paulo
Fui ao Sesc de Pinheiros, em São Paulo, visitar uma exposição de arte denominada " O Outro Trans Atlântico". Com curadoria de Marta Dziewanska, Dieter Roelstraete e Abigail Winograd, a mostra foi organizada pelo Museu de Arte Moderna de Varsóvia em 2017, tendo passado pelo Garage Museum of Contemporary Art em Moscou em 2018.
A exposição examina um breve momento, embora historicamente significativo, na era pós-guerra, quando artistas da Europa Oriental e América Latina compartilharam um entusiasmo por Arte Cinética e Op Art. Essa tendência representou uma alternativa e um desafio para o consenso crítico da arte dominante no Atlântico Norte. Enquanto o Expressionismo abstrato, a Arte Informal e a Abstração lírica reinavam supremos nos centros de arte estabelecidos de Paris, Londres e Nova York, um capítulo distinto da história da arte estava sendo escrito, ligando os pólos de Varsóvia, Budapeste, Zagreb, Bucareste e Moscou com Buenos Aires, Caracas, Rio de Janeiro e São Paulo.
Uma rede de práticas artísticas foi forjada, seus artistas se comprometeram com um conjunto inteiramente diferente de questões estéticas surgidas no contexto de realidades políticas e econômicas análogas. O florescimento da Arte Cinética e da Op Art nessas regiões foi, em grande parte, uma manifestação de fascínio pelo movimento, seus efeitos estéticos e as oportunidades dinâmicas que gerou, criando novas possibilidades para o engajamento do público.
Desde modo, a mostra apresenta obras de mais de 40 artistas e coletivos vindos de ambos os lados do Atlântico, apresentados em uma narrativa que reflete fatos comuns entre seus interesses e intuição criativa. Através de um foco em arte que ultrapassou objetos estáticos e definições claras do papel do artista, o caráter de uma obra de arte e o papel do espectador, a exposição tenta reescrever um capítulo marginalizado da história da arte após a Segunda Guerra Mundial através da uma perspectiva geopolítica diferente.
Em São Paulo, a mostra organizada pelo Sesc SP, em colaboração com o Museu de Arte Moderna da Varsóvia, com o Museu de Arte Contemporânea Garage; Instituto Adam Mickiewicz e com a Casa Sanguszko de Cultura Polonesa, seleciona além das obras originalmente apresentadas em Varsóvia e Moscou, um maior número de obras de arte da América Latina, tendo contado com a colaboração da pesquisadora Ana Avelar.
Uma tela cedida pela Pinacoteca de São Paulo, da artista e minha amiga MYRA LANDAU, faz parte da exposição.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Nelson de Souza

Suaxará

Meu amigo Nelson de Souza é uma pessoa difícil de definir. Dessas que surgem em nossas vidas por acaso e quando nos damos conta somos baita amigos. Para quem não o conhece e para facilitar uma descrição pensem no jornalista e escritor Merval Pereira. Poderiam ser irmãos. O Nelson alguns anos mais velho, mas a mesma voz, a mesma postura, o mesmo bigode. As semelhanças ficam por aí, mesmo porque não conheço pessoalmente o Merval. O Nelson é gaúcho e usa algumas expressões do sul que nunca ouvi do seu sósia. Mas fomos almoçar dias atrás em São Paulo, e levei-o num restaurante japonês que se gaba ser único no mundo: comida japonesa com trufas como ingrediente principal. Tartuferia Giapponese, na Alameda Lorena, 1892. Na casa a única nipônica é a host, e de quarta geração. Uma gracinha de menina. Os outros funcionários são brasileiros, e idênticos a de todos os restaurantes de São Paulo. A maioria cearense. Mas o Nelson, que sempre é muito cordial e agradável perguntou o nome da nissei, quando ela veio à nossa mesa saber se tudo andava bem. E antes que ela respondesse, deu um largo sorriso, e contou a história que ouvira da atriz Irene Ravache. Certo dia entrou numa floricultura e perguntou para a vendedora, japonesa, qual era seu nome? A moça respondeu Suaxará. Ireni repetiu: Suaxará? A moça confirmou. Nunca mais chamou-a por outro nome. A moça se chamava Irene.

Nelsinho Telles

Homenagem póstuma (4 de Setembro de 2018)

Hoje foi a missa de sétimo dia do Nelsinho Telles, amigo de dezena de amigos meus. Nelson Telles de Almeida Santos. Foi casado com minha queridíssima amiga Indiana Meirelles. Há muitos anos não o via. Era uma pessoa simpaticíssima. Do bem. Pois fui no Google atrás de mais dados, ou de uma foto. Não encontrei nada. Ele foi um daqueles que certamente passou pela vida sem se comprometer com essa tal de era digital. Conheço muitos amigos nessa situação. Mas por conta do seu nome encontrei o Nelson Rodrigues numa foto que me fez lembrar a campanha do capitão candidato a Presidente. Será que o teatrólogo seria hoje eleitor do Bolsonaro? Mas pelo mesmo motivo do nome apareceu o Nelson Pereira dos Santos. Meu amigo Nelson de Souza, com quem iria jantar hoje, mas por conta da chuva o jantar foi adiado. E mais Lygia Fagundes Telles, e Aracy de Almeida, e o maior capista brasileiro, muito vivo, Hélio de Almeida. Não consegui uma foto do nosso Nelsinho. Deixou saudade, e nem uma imagem no Google.





quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Singela homenagem ao João Vogt


Hoje soube da morte do velho amigo João Vogt através do seu genro e grande amigo Dudi Maia Rosa. Muito antes de conhecer o João eu era amigo do artista plástico Dudi e conheci sua esposa Gilda aquarelista e pintora, grávida e com filho pequeno. O João fui encontrar no Jockey onde fazíamos ginástica e praticávamos cooper na mesma turma. Carioca, falante, muito carismático, conversava enquanto corríamos. E desenvolveu uma tese de que falando obrigava a disciplinar a respiração e com isso a corrida era mais agradável. Ao ser perguntado como fazia quando corria sem ter com quem conversar, respondeu: CANTAROLE. Passou a ser chamado carinhosamente de João Cantarole. Rendo aqui minhas homenagens póstumas ao amigo que deixa muita saudade.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Roberto Klotz

Crônica sem título, por enquanto
Aos poucos as afinidades vão juntando pessoas que apesar de não se conhecerem pessoalmente passam a se interagir como amigos de longa data. O fato é que afinidades juntam as pessoas. E por elas passamos a ter admiração, respeito, e prazer em trocar informações, ideias, e conhecimentos que para os comuns dos mortais é completamente inútil. Por circunstâncias da vida o escritor lisboeta com quem travava essas conversas se separou, passou por um longo período deprimido, e voltou a namorar uma rapariga, que não conheço. Mas nossos papos literários foram interrompidos, temporariamente, espero eu. Neste ínterim um novo assumiu o posto e temos dado boas e gostosas risadas. E olhe que os tempos não estão para rir. Muito pelo contrário. Ele escreve, e muito bem. Cria histórias deliciosas. Às vezes, seus textos são tão elaborados literariamente, que escapa, de boa parte dos leitores, a compreensão exata. Ele, então, explica. Pacientemente. O humor é seu pano de fundo, usando da ironia, da crítica social, política e institucional, para criar situações cômicas e divertidas. Desde o título de seus textos, como por exemplo: " SUTIÃ PENDURADO NA ORELHA DO MINISTRO DA JUSTIÇA", até toda a trama desenvolvida, são usados para provocar interesse, suspense, sorrisos e prazer literário. Não preciso dizer que estou falando do Roberto Klotz. Recentemente andamos falando da sonoridade das palavras, como esbórnia, por exemplo. E no mesmo dia recebo um e-mail de um amigo de Veneza, me saudando com um vinho local denominado Raboso. Não pude deixar de lembrar da água mineral portuguesa chamada Penacova. Há palavras absurdamente envolventes, sedutoras e amáveis. Outras desastrosas.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Myra Landau


16.7.18

MYRA LANDAU


A tristeza com que escrevo estas linhas é enorme. Previsíveis, uma vez que a amiga Myra vinha se lamentando do seu estado de saúde, fraqueza, e desânimo já há algum tempo. Pudera, estava com 91 anos. Muito ansiosa com a exposição que acontecerá, nos próximos meses, em NY. Desconfiava não poder presenciar. E isso, e o frio do inverno a incomodava muito. Myra fez um grupo pequeno, mas muito fiel, de amigos, através do meu blog Varal de Ideias. Jorge Pinheiro, e João Menéres, estão entre eles. Do Jorge recebi os originais, quatro ou cinco anos atrás, de um trabalho escrito sobre a grande artista. Acredito que nunca tenha sido publicado. Sugiro que envie para sua filha Dominique. A saudade que a Myra irá provocar é enorme. Estava sempre enviando-me digitalmente uma pintura, e querendo saber minha opinião. Cobrava quando a  resposta tardava um dia. Gente com essa idade tem pressa. E como, brincando, uma vez eu disse que gostava mais dos seus traços em curva, eram com eles que me presenteava. Tenho curvas de todas as cores. Há três ou quatro dias recebi um e-mail da Dominique pedindo para escrever umas linhas por carta, pois a saúde da mãe já estava precária, e não lia mais no computador. Na noite em que faleceu, eu sonhei que estava enviando meu próximo livro, que ainda esta na editora. Ao amanhecer recebo um novo e-mail com a triste notícia. Vou sentir muita, mas muita mesmo, saudade da amigona Myra.

Em 11 de agosto de 2011 escrevi aqui umas linhas sobre a querida amiga.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Alvaro Abreu, "sempre alerta"


Vou lhes falar de um escritor e cronista de largo "pedigree". Tenho injustiçado meu novo amigo Alvaro falando só de suas colheres de bambu. Esta certo que elas já lhe deram mais fama e notoriedade do que suas crônicas. Mas ao lado do habilidoso coelheiro, reconhecido e festejado internacionalmente, convive um cronista de textos maravilhosos. Como não os publica no O Globo ou na Folha de São Paulo tem menos visibilidade. São textos publicados no jornal A Tribuna de Vitória, Espírito Santo e no meu blog Varal de Ideias, para minha honra. Em Cachoeira do Itapemirim ele reina. Não só pela qualidade dos textos quinzenais como porque faz parte (discretamente) da família Braga. E não confundam com a do Roberto Carlos. Ele é um Braga do ramo das letras. E não de música, mas das melhores crônicas da literatura brasileira. Newton e Rubem Braga são seus tios. Isso lhe confere um "pedigree" e tanto. Mas não é fácil ser herdeiro de tamanha herança. Alvaro se saiu muito bem. Com a mesma modéstia e discrição que é marca da família, da continuidade a uma obra literária ainda a merecer atenção. Ele esta "sempre alerta", título de uma de suas recentes crônicas, quando aborda o esoterismo numa praça de São Paulo. Quem não esta "alerta" são os órgãos de imprensa que não o publicam.

sexta-feira, 30 de março de 2018

Waldo Claro, meu inspirador



Estávamos em 1963 quando conheci o jornalista Waldo Domingos Claro (79). Ele sempre de terno e gravata, fumando e girando um anel de ouro no dedo anelar da mão esquerda. Era secretário político do Presidente da UDN, deputado federal Herbert Levy. Em frente de uma Olivetty elétrica, bom datilógrafo, escrevia sua coluna no jornal Gazeta Mercantil, e posteriormente no jornal que ajudou a fundar, Notícias Populares. Eu admirava e invejava a sua capacidade de escrever sem nenhum rascunho ou anotações prévias. Raramente, ao reler, fazia algumas correções à caneta tinteiro. Sessenta e três anos depois estamos juntos aqui nas páginas do FB, eu escrevendo, catando milho, no meu notebook, e ele comentando meus miseráveis textos. E não posso deixar de lembrar, e mais uma vez invejar, a clareza e rapidez com que construia seus textos. Sempre políticos, nessa época. Depois fez voos muito mais altos no Estadão, onde trabalhou por muitos anos. Hoje mora em Jaú.  E não posso deixar de citar, com saudade, o Lisfer,  amigo comum, que nos deixou no ano passado.. A ele minhas homenagens.   

PS- Em 16 de Agosto de 2011 escrevi aqui sobre o amigo Waldo.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Nenê - Francisco Giaffone




Nenê, o FB me informa que temos 100 amigos em comum. Nem sabia que tinha tantos... Dentre todos eles você é seguramente quem mais admiro pelo HUMOR, INTELIGÊNCIA, e saudável IRONIA. Não se assuste, não vou pedi-lo em casamento. Mas gostaria de te enviar os originais (que estão sendo revisados) do próximo livro de crônicas que deverei publicar no primeiro semestre de 2017, sob o título " O diabo desse anjo". Teria enorme prazer se pudesse contar com um prefácio seu. Fique, porém , absolutamente a vontade para recusar o convite, sem nenhuma necessidade de qualquer desculpa. Nos próximos dias vou mandar pro amigo o ultimo que esta saindo da gráfica: "Dance comigo". O livro motivo do convite será nos mesmos moldes gráficos e editoriais. Mande-me seu e-mail para que possa te enviar os originais do O diabo desse anjo".

Publico essa mensagem que enviei para o Nenê nesta data (19/08/2016) na esperança de obter uma resposta positiva. Ao começar a trabalhar esse novo livro " O DIABO DESSE ANJO", faltava-me alguém para PREFACIAR. E o perfil do Nenê veio a calhar. Ninguém que eu conheça tem mais talento para esse prefácio. O título pede um texto bem humorado, irônico e inteligente como é o Francisco. Tomara que aceite.

24 horas depois:

 Caro Eduardo Obrigado pelas suas palavras e pelo seu convite. Nunca antes fiz algo semelhante . Espero que não seja " muita areia para o meu caminhão ". O meu e - mail é orgplan@uol.com.br Fico no aguardo do " O diabo desse anjo ". Abraço

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Marilia Alvarenga




A imagem tem nome: aperna . Postada em 31 de Agosto de 2007 no blog ALVARENGA sempre...
A postagem: sem nexo casual


Alvarenga sempre, esse é o nome do seu blog. 2006 foi o ano que iniciou a postar, e com grande atividade. Depois foi diminuindo até 2011 quando deu um salto para Abril de 2016 numa única postagem. Prometia voltar a escrever. Marília e eu começamos a blogar no mesmo ano. Ela em Belo Horizonte e eu na Piacaba, SC. Fomos bons amigos blogueiros. Ela sempre muito gentil e atenciosa. Seus comentários e tenho dezena deles eram sempre nesse tom: "
marilia disse...
Eduardo,me torno repetitiva em seu blog!
É minha galeria de artes preferida!
bjão!
ps: valeu o apoio lá na convocação,mas, passe lá outra vez que tem outro convite ( update) e eu gostaria muito que vc pudesse divulgá-lo!
bjão!