terça-feira, 2 de julho de 2013

RUI SILVARES



Rui Silvares

Ao postar umas fotos de um jantar em Lisboa, onde reunimos velhos amigos virtuais e alguns que conhecemos pessoalmente na noite do evento, não posso deixar de comentar como as pessoas nos enganam na net. Há quatro anos atrás, não conheci pessoalmente o amigo "100 cabeças" (é assim que chama o blog do Rui Silvares), que eu tinha como "desconfiado, tímido, mal humorado, e de esquerda radical". De todos esses qualificativos imaginários o que mais me incomodava era o mal humor. Desta vez, na viagem que fizemos a Lisboa, conheci o Rui. Uma pessoa tímida, é verdade, e daí, desconfiada. Gestos contidos, movimentos lentos. Pequena estatura em comparação com sua obra pintada e escrita. Um rosto de jovem rebelde. Professor de arte e agora autor de conto policial. Mas o que mais me impressionou foi seu sorriso constante. Seu riso aberto. Seu bom humor no trato pessoal. Por que dos textos amargos, críticos, às vezes feroz? Por que uma pintura, colagem ou desenho tão macabro? Em pessoa é manso, doce, acolhedor. Como erramos ao fazer ideia das pessoas. Como erramos ao julgar as pessoas pelo que pintam, desenham ou escrevem. Ficou provado que não devemos julgar à distância digital. Só o contato pessoal e analógico pode revelar a verdadeira personalidade das pessoas.

Postado por Eduardo P.L. no blog www.elunardelli.blogspot.com.br

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