sábado, 21 de novembro de 2015

Uma crônica

Homenagens póstumas
Sempre fui a favor de fazer homenagens, a quem merece, em vida. As póstumas, e mais comuns, podem e devem continuar sendo feitas, mas o importante é o homenageado poder em vida tomar conhecimento daquilo que, em geral, só é dito e escrito depois da sua morte. Foi por essa razão que criei um blog onde homenageio pessoas vivas. Vivíssimas. O blog se chama "1.blog a+"(http://1bloga.blogspot.com.br/) e conta com 13073 visualizações. Com 54 homenageados, escrevo o que acho de pessoas amigas, virtuais ou não, ou só conhecidas. Falar bem dos que se foram é importante para os familiares e amigos, mas não é o suficiente. O mais importante é a pessoa saber que suas virtudes, obras, trabalhos, e atitudes foram reconhecidas. O reconhecimento póstumo é covarde. É preciso se ter a coragem de dizer o que pensamos das pessoas em tempo delas reagirem. Talvez não chegue ao ponto de defender nome de ruas, praças, avenidas e edifícios de pessoas em vida, como o amigo Zizinho Papa defendia. Pode parecer cabotino. Mas expressar as qualidades do ser vivente, antes da sua morte, é fundamental. Recentemente numa crônica me referi ao saudoso amigo Américão, chamando-o pelo nome, e não pelo apelido. Logo fui indagado se se tratava do seu filho, igualmente Américo Marques da Costa, que infelizmente veio a falecer esta semana. Apesar da minha idade ser mais próxima da do filho, e também meu amigo, tive mais contato com o pai. Falar desses dois queridos amigos agora é fácil. E não vou faze-lo. Deveria ter feito há duas semanas atrás.

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