domingo, 21 de agosto de 2016

Maria Cecília Machado

 Maria Cecília sobre quem já escrevi e publiquei inúmeros posts no Varal de Ideias tem uma foto muito melhor completamente perdida em meu confuso arquivo fotográfico do que meu desenho de 1993, quando fomos namorados, e muito melhor do que a caricatura de 2011, quando foi minha Vítima da Quinta.  Um dia vou acha-la. Sobre essa maravilhosa mulher, linda pessoa, extraordinária amiga, e a mais otimista de todas que já conheci, poderia escrever um livro. Foi, só pra dar um pequeno exemplo, a única pessoa a me dar de presente uma cozinheira. Isso mesmo, presente que não se dá nem pra mãe. E o mais fascinante e hilário da história  é que trabalhou em casa alguns anos. Saiu para casar. Era uma mulata magra, bonita de nome Maria, e que de cozinha nunca soube nada. Como assim? Pois é, cozinhou anos e nunca percebi que sempre sob o comando da Maria Cecília, via telefone e visitas à tarde. Mesmo depois que tornamos só grandes amigos. Eu nunca soube. E rimos, os três, quando anos depois, fui visitar a Malemon, como muitos a chamavam, num hospital, onde havia sido operada, e a Maria empregada também estava lá. Maria Cecília é assim, junta maridos e amigos pra toda vida. É a alegria em pessoa. Única mulher no mundo que casou com um armador grego e separou sem levar nada além da roupa do corpo. Depois namorou e  casou muito. Sempre adorou a vida. Vida que para ela nunca foi fácil. Trabalhou com moda e com muita criatividade todo o tempo. Ora como empregada, ora como proprietária de loja e industrial de bolsas e tapetes. Uma investidora de talento. Uma guerreira. Chamava seus novos amores de "parafuzinhos". Estou de "parafuso" novo", dizia. Nunca soube brigar ou ser áspera com ninguém. Certa feita procurou os conselhos de uma amiga para saber como se desvencilhar de um ex marido, que muitos anos depois de casado com outra, vinha a São Paulo, e se instalava em seu apartamento. A amiga sugeriu: "Como ele nunca te deu nada, peça um Rolex de ouro". E a Maria Cecília achou boa a ideia, pediu e ele fez as malas e nunca mais voltou. Essa é minha querida amiga e sempre divertida Maria Cecília Malemon Machado.

Um comentário:

  1. Excelente ....
    Retrata bem a Nossa querida amiga Malemon .

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